sexta-feira, 11 de junho de 2010

Corrida de revezamento

(Este texto é continuação desse)

Miguel Nicolelis¹ em entrevista ao Estadão.
O Nobel é referência essencial para medir o avanço em determinados campos científicos?

(...) Isso é outra coisa interessante: a gente sempre fala das pessoas que ganharam [o Nobel], mas evidentemente o trabalho delas está focado no trabalho de muitos outros pesquisadores do mesmo laboratório ou de outros pelo mundo afora que contribuíram para a descoberta, mas não aparecem. A ciência, todos nós sabemos, não é feita só por uma ou duas pessoas. É uma longa corrida de revezamento. Ela vai passando o bastão de geração em geração, e geralmente quem está no meio da corrida não tem a oportunidade de ver o final. Mas isso não tira a motivação das pessoas que participam da prova




Em 1964, o jovem Howard Termin propôs a hipótese de que certos vírus, cujo material genético era composto de RNA, faziam síntese de DNA a partir de RNA, usando uma enzima especial. Em 1970, detectaram a tal enzima, batizada de transcriptase reversa (Muito útil, né?). Quarenta anos depois, antirretrovirais prolongam a vida de milhões de pessoas portadoras do vírus HIV. Medir concentrações de cloreto extracelular? Para quê?


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Marcum, J. (2002). From Heresy to Dogma in accounts of opposition to Howard Temin's DNA provirus hypothesis History & Philosophy of the Life Sciences, 24 (2), 165-192 DOI: 10.1080/03919710210001714373


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